por
GONÇALO LOPES e MANUELA PAIXÃO
Caso. Provocações do treinador português aos mais directos rivais - AC Milan, Juventus e Roma - e as suas críticas não caíram bem ao mundo do futebol transalpino. A federação daquele país decide hoje se vai ou não castigar Il Speciale
Lippi, ao DN, elogia técnico mas pede serenidade
Foram duras, bastante duras mesmo, diga-se, as críticas a que José Mourinho, treinador do Inter de Milão, foi ontem sujeito depois das suas declarações na véspera, em que arrasou os três principais adversários, AC Milan, Juventus e Roma, falando em "prostituição intelectual". E hoje ficará a saber se essas suas afirmações vão ser punidas pela federação italiana, estando, assim, em risco de ser impedido de dirigir os seus jogadores desde o banco dos suplentes durante algum tempo.
Desde colegas de profissão, ex-jogadores e futebolistas rivais, passando pela federação italiana e também a imprensa transalpina, ninguém poupou o treinador português.
"A doença infantil do super homem", escreve o La Stampa, quotidiano de Turim. "Ataques a todos, sete minutos de fúria, raiva, faltou-nos ao respeito", lia-se na La Gazzetta dello Sport, "Mourinho, cala a boca", escreveu o Corriere dello Sport.
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