por
SUSANA SALVADOR
Cuba. Grande reforma destinada a tornar o Governo mais funcional
Fidel escreveu que dois políticos foram afastados por "conduta imprópria"
"Não terminam com o ciclo de Fidel Castro, mas põem mais um prego no seu caixão." Foi assim que o director do Instituto de Estudos Cubanos da Universidade de Miami, Jaime Suchlicki, reagiu à saída de duas das principais figuras do Governo cubano, na remodelação governamental empreendida por Raúl Castro. Em causa está a saída de Felipe Pérez Roque e de Carlos Lage, que chegaram a ser dados como eventuais sucessores do antigo líder cubano.
Pérez Roque foi simplesmente "liberado" do posto de chefe da diplomacia, segundo a nota oficial do Governo cubano, sendo substituído pelo seu número dois, Bruno Rodriguez. No lugar de Lage na Secretaria do Conselho de Ministros ficará o general José Amado Ricardo Guerra, sendo que o comunicado especifica que o seu cargo "não constitui legalmente uma instância com faculdades de decisão em matéria governamental, nem se atribui qualquer protagonismo na direcção do Governo".
No caso de Lage, não se pode falar de uma despromoção, já que se mantém à frente de uma das seis vice-presidências. Contudo, a sua saída da Secretaria do Conselho de Ministros faz pensar que ficaram para trás os seus tempos como representante de Havana nas cimeiras internacionais em substituição de Fidel, assim como o seu protagonismo no dia-a-dia do Governo, segundo a EFE. Um protagonismo que parece ser criticado no comunicado oficial.
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