por
EVA CABRAL
Parlamento. Revelação feita por Francisco Sanches na comissão de inquérito
Investidores angolanos também estiveram na calha para comprar banco
Francisco Sanches, ex-administrador do Banco Português de Negócios, afirmou ontem, no Parlamento, que José Oliveira e Costa pensou resolver em 2007 os problemas do banco agora nacionalizado e da Sociedade Lusa de Negócios vendendo 50 % destes à Carlyle e a um grupo de investidores angolanos.
O antigo braço-direito de Oliveira e Costa - o homem forte do BPN e da SLN, agora em prisão preventiva - referiu na comissão parlamentar de inquérito que "sempre achou que as questões do Banco Insular " tinham que ser resolvidas dentro de casa". Francisco Sanches frisou mesmo que considerava que " Oliveira e Costa tinha obrigação de resolver esta situação" escudando-se nesta posição para justificar o facto de nunca ter comunicado ao Banco de Portugal as situações irregulares relacionadas com o Insular.
Desde 2006 que a relação entre a gestão de Oliveira e Costa e os accionistas se estava a degradar, uma situação que se extremou quando em meados de 2007 estes recusaram a proposta para que o grupo Carlyle e investidores de Angola adquirissem 50% do BPN. Sanches considerou que na altura " Oliveira e Costa não teve condições de explicar aos accionistas as vantagens do negócio".
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