por
ANA TOMÁS RIBEIRO
Endividamento. Dados da Câmara dos Solicitadores mostram que entre 2007 e 2008 houve ligeiro aumento do número de processos executivos de penhoras. A maior parte resulta de dívidas de privados a empresas de telecomunicações, crédito e à banca. Está a tornar-se mais difícil recuperar o dinheiro
Número poderá agravar-se como resultado da crise
Em 2008 deram entrada nos escritórios dos solicitadores de execução portugueses 207 315 processos executivos de penhoras, segundo dados da Câmara dos Solicitadores divulgados ao DN.
Todos estes processos resultam do incumprimento do pagamento de dívidas, por parte de empresas ou particulares, a outra qualquer entidade individual ou colectiva. Mas nestes números não se incluem as penhoras por dívidas à Segurança Social ou ao fisco, executadas pelos mecanismos do próprio Estado.
No entanto, em 2008 registaram-se apenas mais 461 processos do que em 2007, ano em que se realizaram 206 854 penhoras. Ou seja, estes números ainda não reflectem os efeitos da crise, que começou a fazer sentir-se na segunda metade do ano passado.
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