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PATRÍCIA VIEGAS
Espanha. Zapatero indicou ontem ter dado luz verde ao líder dos socialistas bascos, Patxi López, para formar governo com quem quiser. Já o número dois dos socialistas espanhóis sugeriu uma liderança solitária
PNV e PP fazem ambos a corte a Patxi López
A primeira reacção do primeiro-ministro espanhol aos resultados dos socialistas bascos chegou ontem num tom de grande cautela. José Luis Rodríguez Zapatero, ontem citado pelos vários media espanhóis, disse acreditar que o líder dos socialistas bascos, Patxi López, vai ser "coerente com o compromisso que assumiu perante os cidadãos". E este é ser o próximo presidente do governo autónomo do País Basco.
À saída de um evento com o Chefe do Estado russo, em Madrid, Zapatero escusou-se a adiantar possibilidades de coligação nesta comunidade autonómica histórica, deixando em aberto qualquer cenário. E a decisão nas mãos de López, como já tinha feito o vice-secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), José Blanco. Apesar disso afirmou que López tem condições para liderar sozinho a mudança que agora chegou ao País Basco, com os partidos não nacionalistas a somarem, pela primeira vez, mais deputados no Parlamento basco do que as formações nacionalistas.
"Eu sinto-me legitimado para liderar esta mudança", disse López, depois de conhecer os resultados das eleições bascas de domingo. Estas deram uma grande subida aos socialistas, com 24 deputados, que agora podem coligar-se para obter uma maioria absoluta de 38 - quer com o Partido Nacionalista Basco quer com o Partido Popular basco e a União para a Democracia e Progresso.
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