por
DIANA MENDES
Cancro do colo do útero. Vacina pode não proteger contra principais estirpes
Região foi escolhida por reunir imigrantes de várias regiões do mundo
Será que as vacinas do cancro do colo do útero disponíveis em Portugal protegem contra os tipos de vírus de alto risco que são mais frequentes na população? Será que se justifica desenvolver novas vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) ? Estas duas perguntas têm sido colocadas por Sofia Loureiro, directora do serviço de anatomia patológica do Hospital Amadora-Sintra, que espera dar-lhes resposta em 2010.
A investigadora foi uma das premiadas no Programa de Apoio à Investigação da Fundação AstraZeneca de 2008. A decisão de desenvolver este trabalho surge na sequência de outro estudo, em que comparou dois métodos de identificação dos tipos de HPV em cada amostra. "A população analisada já tinha alterações nas citologias, mas teve de ser testada para se identificar se teria lesões", explica ao DN, Sofia Loureiro.
De qualquer forma, "descobrimos que embora o vírus 16 fosse o mais frequente, havia outros vírus de alto risco muito mais comuns do que o 18", diz.
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