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sociedade

Americanos e israelitas lutam pela costa nacional

por

VALENTINA MARCELINO  

Concurso. Com dois anos de atraso, o júri do Ministério da Administração Interna, escolheu três empresas com quem vai negociar a instalação de radares para vigiar a costa portuguesa. Uma delas representa a maior indústria israelita deste material, usado em Gaza e na fronteira com o Líbano

Empresas israelitas, americanas e francesas estão a competir para instalar na costa portuguesa o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC), constituído por radares e câmaras de vídeo de grande alcance. O combate ao tráfico de droga, contrabando, emigração ilegal e terrorismo, além de prevenção ambiental, são as principais missões deste projecto.

Em parceria com as concorrentes directas estes industriais apresentam o que melhor há no mundo em controlo de fronteiras marítimas. Um deles é o maior fornecedor destes equipamentos em Israel. Equipa os postos de observação de Rosh-Hanikrah, na fronteira com o Líbano e nas zonas costeiras perto de Gaza.

A tecnologia é a parte mais importante do sistema que Portugal pretende comprar. O concurso, que está a decorrer na esfera do Ministério da Administração Interna (MAI), foi classificado secreto por razões de segurança. O MAI já falhou várias vezes as previsões que tinha para a adjudicação. Em 2007, ano em que a Espanha montou a sua "fortaleza" electrónica" na costa e se previa que o tráfico se desviasse para Portugal, chegou a estar orçamenta a instalação dos primeiros radares no Algarve, mas a verba acabou por não ser executada. No orçamento de 2008 também não se realizou a despesa prevista para este processo.

O concurso está agora na recta final e, segundo o ministério da Administração Interna, a negociação com as empresas ficará "concluída ainda no mês de Fevereiro". Apurada "a melhor oferta, o MAI, de imediato, procederá à sua adjudicação". O secretário de Estado Adjunto da Ad-ministração Interna, José Magalhães, que está a conduzir o proces-so desde 2006, acredita que se "poderá assim cumprir-se o objectivo de, no próximo Verão, colocar à disposição da Unidade de Controlo Costeiro da GNR o equipamento correspondente à fase 1 (Algarve)".


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