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NUNO MADUREIRA director-adjunto do site maisfutebol
Liga. No meio de borrascas próprias - por efeitos de uma semana agitada - e alheias - um relvado transformado em pântano - o Benfica regressou às vitórias com um golo de um fenómeno renascido. Mantorras estreou-se neste campeonato e Quique Flores fica a dever-lhe o regresso à liderança
O Benfica concluiu uma semana tempestuosa com uma vitória que não o foi menos. O triunfo sobre o Rio Ave (1-0), conseguido em condições extremas, de clima e pressão, permite à equipa de Quique Flores regressar provisoriamente à liderança perdida há uma semana, espreitando uma escorregadela do FC Porto no Restelo.
O mais relevante da noite foi a enésima demonstração dos dotes de talismã de Pedro Mantorras. O angolano, em estreia nesta Liga, saiu do banco para, em quatro minutos, acordar um público enregelado e desatar um jogo que o passar do tempo ameaçava transformar em nó cego.
Para trás tinham ficado, como tem sido hábito, 35 minutos perdidos a lutar contra um terreno pantanoso - Yebda, surpreendentemente, foi dos mais inadaptados - e um Rio Ave com personalidade e com o défice técnico anulado pelas condições. Já depois de Moreira ter respondido presente em dois momentos, o primeiro lance de perigo do Benfica só chegou aos 43 minutos, com Cardozo a trabalhar bem na área e a rematar ao poste. Até ao intervalo, o Benfica acertou processos, e Paiva ainda negou o golo a Carlos Martins, com uma grande defesa.
Não por acaso, eram estes os dois principais protagonistas da subida de rendimento do Benfica. Com o adversário mais encolhido, Cardozo desperdiçou um golo feito com nova cabeçada ao poste. Quique trocava Di María por Reyes, mas o extremo perdia a hipótese de redenção, não acertando com as armadilhas do jogo e do terreno. Os sintomas de impaciência, no relvado e nas bancadas, deram lugar a um burburinho de expectativa quando o técnico lançou Mantorras para o lugar de Nuno Gomes. O efeito psicológico foi imediato, com os 21 mil espectadores a empurrarem a equipa para uma pressão mais intensa. Quatro minutos depois, Mantorras voltava a fazer magia, beneficiando de uma bola ganha por Cardozo nas alturas e o Benfica voltava a ser feliz. O mais difícil estava feito, mas uma inesperada tremideira nos minutos finais ainda permitiu a Pedro Moutinho e Evandro desperdiçarem boas oportunidades na cara de Moreira. Mas estava escrito que a noite seria de Mantorras, um talismã que não perde eficácia, mesmo quando desaparece da circulação meses a fio.|
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