por
MARIA JOÃO ESPADINHA
As empresas de distribuição, apesar da crise, vão reforçar investimentos. Este ano, serão abertos 71 novos hipermercados e supermercados. E há até casos, como Os Mosqueteiros ou E. Leclerc, em que as aberturas são superiores a 2008
As principais cadeias de retalho, apesar da crise, pretendem abrir novas lojas este ano em Portugal. Em alguns casos, como Os Mosqueteiros ou o E. Leclerc, o investimento será superior ao realizado em 2008, já que o número de aberturas será maior. Segundo os planos traçados pelas empresas, vão abrir pelo menos 71 novos supermercados e hipermercados. O "campeão" de aberturas será o Minipreço, que tem o objectivo de abrir entre 30 a 40 lojas por ano até 2010 - o que implica um investimento de 50 a 60 milhões de euros anualmente. A empresa do grupo Carrefour prevê assim criar entre 250 a 300 novos postos de trabalho este ano.
No caso da cadeia francesa Os Mosqueteiros, o número de aberturas previstas para este ano é superior a 2008, já que serão criadas "20 novas lojas" - no ano passado foram 13, afirmou ao DN fonte oficial da empresa. No entanto, o grupo - com cerca de 300 lojas em Portugal - é composto por empresários independentes e funciona num regime de franchising, o que pode explicar o número elevado de aberturas, já que nestes casos é mais difícil congelar o investimento.
Também o E. Leclerc pretende alargar a sua rede em Portugal. Com 21 lojas, "que correspondem a 90 000 m2 de superfície total de venda", a cadeia francesa quer "chegar aos 40 espaços comerciais, reforçando a presença nacional com mais 70 000 m2 de superfície de venda", explicou ao DN Jacques de Oliveira, presidente executivo do E. Leclerc Portugal. Assim, a empresa pretende abrir, até 2011, uma "média de quatro lojas por ano", estratégia que não será afectada pela actual conjuntura. "A crise obriga-nos a calcular com maior exactidão as perspectivas de investimento", adianta o responsável. Para 2009, a E. Leclerc tem já prevista a abertura de "lojas em Cascais e Santarém", depois de no ano passado ter aberto duas superfícies em Algueirão e Braga, que implicaram um investimento de "cerca de 40 milhões de euros".
Quanto à Jerónimo Martins, que em Portugal detém as marcas Pingo Doce e Feira Nova, o grande investimento em 2009 será feito na Polónia, onde possui a cadeia de discount Biedronka - a empresa pretende abrir 150 superfícies. Em Portugal, a aposta será feita no Pingo Doce, com cinco a dez novos supermercados -, em 2008 abriram 54. No total, a Jerónimo Martins prevê investir "400 a 450 milhões de euros", afirma fonte oficial, apesar de estar atenta à crise. "Este plano tem em consideração, como é natural, algum abrandamento do crescimento económico, bem como a incerteza do ambiente macroeconómico actual, sendo flexível, para se adaptar a possíveis alterações, positivas ou negativas", diz a mesma fonte.
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