por
GONÇALO LOPES
Feito. Internacional português conquista prémio FIFA. Messi ficou no segundo lugar e o espanhol Torres completou o pódio. Quase em lágrimas, o extremo do Manchester United recebeu o troféu das mãos de Pelé, que prometera no ano passado oferecer-lhe o mesmo
Atleta joga amanhã e nem sequer teve tempo para festejar a conquista
"Não acredito". Foi assim que Pelé reagiu quando viu o nome de Cristiano Ronaldo no cartão que anunciava o melhor jogador do Mundo para a FIFA em 2008. O ex-jogador brasileiro explicou porquê: "No ano passado, quando ganhou Kaká, tinha dito a Cristiano Ronaldo que voltaria aqui este ano para lhe dar o prémio". E assim foi.
O internacional português há muito que reclamava para si o troféu, a que ontem chamou carinhosamente "coisinha", mas a verdade é que só ontem, quando Pelé proferiu o seu nome, respirou finalmente de alívio, já salvaguardado de algum imprevisto de última hora à imagem do ano passado quando perdeu o segundo lugar para Lionel Messi. Emocionado, a evitar a todo o custo as lágrimas, Ronaldo subiu ao palco da Ópera de Zurique, na Suíça, para receber o Prémio FIFA. As primeiras palavras, sempre em português, foram para a família. Os colegas do Manchester United e os amigos também não foram esquecidos. Já após a cerimónia, foi a vez de recordar os companheiros de selecção e o treinador Alex Ferguson. Ao contrário do que fez em Paris quando recebeu, em Dezembro, a Bola de Ouro, desta feita não pôde celebrar a conquista em família. A sua mãe ficou na Madeira, juntamente com os seus familiares. E Ronaldo, minutos depois de ter recebido o prémio, teve de "fugir" para o aeroporto, para voltar a Manchester. É que amanhã há jogo dos red devils com o Wigan para a liga inglesa. Mas antes de partir, em declarações à imprensa, foi claro a traçar um objectivo para os próximos tempos: "Quero cá voltar".
Iguala Ronaldo, o fenómeno
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