por
CARLOS RODRIGUES LIMA
Crimes. É o terceiro banco debaixo de uma investigação. A Procuradoria-Geral da República confirmou ao DN a existência de um inquérito no Departamento Central de Investigação e Acção Penal. O processo teve origem numa queixa que denunciou crimes de gestão danosa, infidelidade e abuso de confiança
Banco afirma desconhecer qualquer queixa
O Ministério Público está investigar o Banco Popular. O inquérito aberto, confirmado ao DN pelo gabinete de imprensa da Procuradoria-geral da República, foi aberto na sequência de uma queixa-crime apresentada por vários clientes no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). A participação denuncia crimes de abuso de confiança, infidelidade e gestão danosa.
Sobre o conteúdo da queixa, a PGR não adiantou ao DN mais do que isto: "Existe uma queixa no DCIAP e o processo está em segredo de justiça". Porém, tendo em conta os crimes denunciados, um jurista contactado pelo DN, admitiu que se está perante a denúncia de factos que terão ocorrido ao nível da gestão.
Uma vez que a Procuradoria invocou o segredo de justiça tal quer dizer que já foi aberta uma investigação. E que a denúncia apresentada foi considerada credível. É que o actual Código do Processo Penal impede a abertura de inquéritos perante denúncias "manifestamente infundadas". Contactado pelo DN, fonte oficial do Banco Popular afirmou não ter conhecimento que exista "alguma queixa-crime no Ministério Público" relacionada com os crimes de infidelidade, gestão danosa e abuso de confiança.
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