por
SUSETE FRANCISCO E NUNO SARAIVA
Congresso. Secretário-geral do PS reúne nomes de várias sensibilidades
O presidente da Câmara de Lisboa e ex-número dois do Governo, António Costa, será o coordenador da moção de José Sócrates ao próximo Congresso do PS. Costa vai coordenar uma equipa de 11 elementos, que reúne nomes das várias sensibilidades socialistas - e algumas das figuras do partido que chegaram a ponderar a apresentação de uma moção alternativa ao Congresso.
É o caso dos deputados Vera Jardim e Osvaldo de Castro - representantes da chamada ala esquerda do partido e apoiantes de Manuel Alegre na candidatura à liderança do PS, em 2004. Tal como Alberto Martins (líder do grupo parlamentar), Augusto Santos Silva (ministro dos Assuntos Parlamentares) e Jorge Lacão (secretário de Estado da Presidência). Na equipa participarão também dois nomes da direcção de Ferro Rodrigues: Vieira da Silva (ministro do Trabalho) e Pedro Adão e Silva. Pedro Silva Pereira, braço-direito do primeiro-ministro, e Edite Estrela, também do grupo político mais próximo de Sócrates, estarão igualmente na redacção do documento, que contará ainda com a participação da sindicalista Helena André.
Para Paulo Pedroso "a constituição deste grupo é uma oportunidade para o PS se apresentar na máxima força no ciclo eleitoral de 2009". O deputado foi um dos socialistas que, a par de Vera Jardim, Osvaldo de Castro, Maria de Belém, João Cravinho e Ana Gomes debateram a hipótese de uma moção alternativa - que acabou por não avançar, dado que o grupo concluiu não existirem condições para um "debate aberto" no PS.
Agora, Pedroso diz que "está garantido que haverá um debate sério na preparação do Congresso" - marcado para Espinho, de 27 de Fevereiro a 1 de Março - sublinhando ter "grande expectativa" quanto ao resultado final do trabalho. "É um grupo diversificado que representa várias formas de sentir o PS", frisa o parlamentar da maioria.
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