por
PEDRO FERREIRA ESTEVES
PAULO SPRANGER
Poupança. Colocar dinheiro no mercado português de planos poupança reforma (PPR) - sob a forma de seguros ou fundos de pensões - é caro. E na generalidade dos casos o custo não compensa o retorno obtido. Esta é a principal conclusão a retirar do simulador disponibilizado desde o passado dia 1 pelo ISP
Recorrer ao mercado português de planos poupança reforma (PPR) para acautelar o futuro financeiro é, em termos médios, uma solução cara e pouco competitiva. Isto mesmo é perceptível através da utilização da mais recente ferramenta disponibilizada, desde o dia 1 de Janeiro, pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP): um quadro comparativo de custos dos PPR comercializados sob a forma de seguros ou fundos de pensões. Esta conclusão sugere que os subscritores façam uma análise cuidada da oferta, independentemente das habituais vantagens fiscais que servem de estímulo à decisão.
Tendo em conta as taxas médias dos números disponibilizados pelo supervisor da área seguradora, observa-se que entrar num PPR em Portugal custa 1,8%. Este é o custo de subscrição num mercado em que as taxas oscilam entre zero e um máximo de 6,45%.
Por outro lado, quem já tem um PPR e não está satisfeito com o trabalho dos gestores (que cobram em média 0,9% ao ano pela sua competência) ou pretende simplesmente mudar para outra seguradora (antes do prazo definido para resgatar o dinheiro), tem de pagar 1,7% em média. Em teoria, este custo visa estimular a poupança de longo prazo. Na prática, imobiliza o investimento.
Ora, juntando o preço de entrada e a comissão de transferência, chega- -se a um custo médio de mobilidade de 3,5%. Um valor que está residualmente abaixo, de acordo com a mesma ferramenta do ISP, da rentabilidade média anual dos PPR analisados. Esse retorno anual é de 3,63% e diz respeito aos últimos três anos. Sublinhe-se que a maioria dos PPR dos seguros garante capital e rentabilidade. Nalguns casos essa garantia é inferior aos custos cobrados.
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