por
LUMENA RAPOSO
Médio Oriente. Quando milhares de manifestantes saíram à rua nas mais variadas partes do globo, para condenar as operações contra a Faixa de Gaza, o Governo de Telavive - tal como já o dera a entender - avançou em força no território palestiniano para destruir a capacidade militar do Hamas
Mal havia terminado o sabat (dia santo judaico), e no início da segunda semana da ofensiva contra a Faixa de Gaza, tropas israelitas entraram no território palestiniano. Activistas do Hamas e da Jihad Islâmica procuraram resistir à invasão o que resultou em "dezenas de mortes" nas suas fileiras, segundo fonte do exército israelita.
A operação irá durar "o tempo que for necessário", afirmou um responsável militar israelita ao confirmar a entrada das tropas na Faixa de Gaza. Um comunicado do exército esclarecia ainda que o objectivo da incursão será "assumir o controlo dos sectores de onde são lançados os rockets contra Israel".
As tropas entraram pelo norte do território palestiniano e dirigiram-se para a zona do campo de refugiados de Jabaliya. Local emblemático da Faixa de Gaza, por ter sido ali que começou a primeira Intifada, Jabaliya tem sido, desde o início da ofensiva, alvo privilegiado dos ataques do exército de israelita que afirma viverem ali parte dos líderes do Hamas e da Jihad Islâmica que mantêm no campo oficinas de fabrico dos rockets. Não muito longe dali, ainda segundo as mesmas fontes, encontrar-se-iam rampas de lançamento de rockets.
Às primeiras horas da ofensiva, os activistas do Hamas e da Jihad em Jabaliya procuravam ripostar aos tiros dos tanques e helicópteros israelitas, enquanto mais a sul, na cidade de Gaza, edifícios ligados ao movimento integrista no poder eram bombardeados pela marinha.
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