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</p><p>Jorge Fiel</p><p>Jornalista
economia

AS LIÇÕES DO ÍNDICE DO BÂTON

por

Jorge Fiel

Jornalista  

O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.

Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise.

Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o seu efeito.

A seguir ao 11 de Setembro de 2001, as vendas de cosméticos duplicaram. Foi a definitiva prova dos nove da fiabilidade do Índice do Bâton, que passou ser usado por jornais como o Financial Times, que acaba de agravar o pânico ao revelar que as vendas de cosméticos dispararam 40% nos últimos meses.

O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe? É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.


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