por
NUNO SARAIVA
Natal. Focado na crise internacional que "já se sente em Portugal", José Sócrates prometeu "acção" e "determinação". A menos de um ano das eleições legislativas, o primeiro-ministro apontou o apoio social como 'pérola' das medidas tomadas, piscando assim o olho à esquerda
PM garante apoio a trabalhadores, famílias e empresas
A mensagem foi gravada dia 24, antes do almoço. José Sócrates apareceu de pé, rompendo assim com a tradição dos discursos de Natal em que os primeiros-ministros surgiam sempre sentados à secretária. "Entendeu-se, tendo em conta a conjuntura difícil que vivemos, que era necessário dar um ar de dinamismo", contou ao DN uma fonte do Gabinete.
Depois de enaltecer o esforço do Governo e dos portugueses em 2008, o chefe do Executivo deixou o aviso: "O ano de 2009 vai certamente ser um ano difícil e exigente para todos."
Perante uma conjuntura económica e financeira difícil, e numa época em que está na moda citar a máxima de J. F. K. -"não perguntem o que é que a América pode fazer por vós, mas antes o que podem vocês fazer pela América"-, José Sócrates não o fez mas usou uma formulação próxima: "O nosso dever é não ficarmos à espera que os problemas se resolvam por si próprios."
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