O reinício do diálogo entre Ministério da Educação e Plataforma Sindical dos Professores não depende da interpretação autêntica do que significa a expressão "agenda aberta de negociação". O problema é mais fundo. Para um diálogo não redundar em perda de tempo é preciso que as partes negociais, mesmo quando partem de posições distanciadas, tenham um vislumbre de um compromisso.
Ora até ao momento ninguém disse nada que aponte para essa possível zona de compromisso. Bem pelo contrário: enquanto a equipa da 5 de Outubro se finca na versão simplex da avaliação dos professores no ano lectivo 2008/2009 e, só depois, em Junho/Julho de 2009 se dispõe a questionar tudo o que foi feito, os sindicatos não querem que se concretize nada e querem reverter o Estatuto da Carreira Docente, as duas categorias criadas para os professores, as quotas e o exame de acesso à profissão.
Em suma: querem reverter o essencial das reformas postas em prática nesta legislatura. Não se trata de especulação, basta ouvir o que diz qualquer professor perante um microfone aberto. O Governo seria alvo da chacota nacional se pretendesse comprar a paz laboral no sector cedendo a essa agenda negocial.
Das duas, uma: ou os professores inviabilizam o processo da avaliação na maioria dos 1200 agrupamentos escolares, e é então a autoridade do Governo que é posta em causa; ou a versão simplificada vai-se enraizando e o movimento de protesto perde força. Um dos dois campos perderá, sempre, a face.
Os atentados islamitas de Bombaim colocaram Paquistão e Índia, duas nações nucleares, em rota de colisão. A opinião pública nos dois países está a incendiar-se. No último dia dos atentados, a liderança paquistanesa pensou que ia ser atacada pela Índia.
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