por
TIAGO GUILHERME
RODRIGO CABRITA
Televisão. A série histórica da TVI, adaptada da obra de Miguel Sousa Tavares, foi a mais cara de sempre da ficção portuguesa e foi filmada em Portugal, Índia, São Tomé e Príncipe e Brasil. O autor Rui Vilhena afirma que é difícil adaptar textos
1905. Este é o ano em que começa a história da série Equador, que se estreia no domingo, dia 21, no horário nobre, na TVI. Portugal vive os últimos anos da monarquia, o império colonial começa a tremer e os ingleses acusam o nosso país de manter a escravatura nas roças de São Tomé e Príncipe, ameaçando deixar de comprar cacau. Neste ambiente de instabilidade, o rei D. Carlos decide mandar um novo governador para a colónia. É aí que a vida do liberal Luís Bernardo Valença começa a mudar... para sempre.
Adaptada do romance de grande sucesso de Miguel Sousa Tavares, que interpreta o Conde de Mafra na série da TVI, Equador é a ficção portuguesa mais cara de sempre. Foi filmada em Portugal, Índia, São Tomé e Príncipe e Brasil (este último país também serviu como cenário de São Tomé e Príncipe), envolvendo mais de 130 actores e cerca de 200 figurantes. Chegou agora o mês em que se estreia na televisão, na semana da segunda quinzena. Vão ser seis meses no ar, já que os 26 episódios passam uma vez por semana. A apresentação foi realizada ontem, na Estação do Rossio, em Lisboa.
"A série teve sempre em conta a obra do Miguel [Sousa Tavares]. É muito mais complicado trabalhar nos textos de outro autor", explicou ao DN Rui Vilhena, que adaptou para televisão o livro Equador e é também o autor da telenovela Olhos nos Olhos,que passa actualmente na TVI. "As comparações são o meu maior receio. O filme O Código Da Vinci é um exemplo do que, por vezes, acontece com as adaptações. A maioria das pessoas adorou o livro e não gostou do filme. Quando lemos uma obra visualizamos as cenas e depois quando vemos em cinema ou televisão, essas imagens podem não corresponder", explicou Rui Vilhena.
"Eu queria que o Miguel gostasse da adaptação. Ele acompanhou todo o processo e deu sugestões. Eu tentei utilizar o máximo dos diálogos do liv ro porque são muito ricos. Mas nem sempre foi possível. Há uma parte do livro que se passa no tribunal com oito páginas de excelentes diálogos, mas não podem ser usados em teledramaturgia. É impossível ter oito minutos numa cena em televisão", disse o autor da adaptação.
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