por
João Marcelino
Director
1 . O protagonismo de José Sá Fernandes na política, sobretudo na lisboeta, está tristemente associado ao boicote à construção do Túnel do Marquês de Pombal, que ele atrasou em dois anos de forma incompreensível e pouco menos que irresponsável.
Essa acção resultou num prejuízo para as finanças da cidade (milhões de euros que deveriam ter sido contabilizados e não o foram), além de transtornos pessoais constantes, imensos, para milhares de pessoas.
Sá Fernandes merecia ter saído deste processo desgastado publicamente. O túnel, por fim construído, é hoje, manifestamente, uma obra importante para Lisboa (mérito de Santana Lopes) e não conheço um único cidadão que diga o contrário. Haverá, mas não conheço.
Este processo, ao contrário, rendeu a Sá Fernandes o interesse e apoio do Bloco de Esquerda, que precisava de recrutar um agitador com notoriedade. Assim se ganharam votos e se fez a carreira do vereador à sombra do acordo pós-eleitoral entre PS e Bloco de que António Costa precisava.
2 . Os acontecimentos recentes comprovam a tese de que será sempre complicada a relação do Bloco com o exercício do poder. É muito mais fácil criticar e dizer o que está mal - o difícil, na câmara como na vida, é ter ideias, convicções e dar a cara pela resolução dos problemas.
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