Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


economia

Menos portugueses mas mais lusófonos

por

Leonídio Paulo Ferreira

jornalista  

Dois dos 26 líderes mundiais que ontem posaram para a foto de família da reunião do G20 destinada a combater a crise financeira internacional têm o português como língua materna: Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, e Lula da Silva, Presidente do Brasil. Ou seja, do grupo de poderosos presente na cimeira de Washington, 7,7% eram lusófonos, curiosa sobrerrepresentação em relação ao peso dos falantes de português no mundo, que ronda hoje 3,6%, o correspondente a 248 milhões de pessoas num total de 6749 milhões.

Nas últimas previsões da ONU sobre estimativas demográficas, a população dos países lusófonos vai, contudo, crescer a ritmo acelerado até 2050, ano em que deverá atingir os 357 milhões de pessoas, cerca de 3,9% do total mundial. Esse crescimento virá sobretudo do Brasil, que dos actuais 194 milhões passará para 254, mas também de Moçambique e de Angola, dois países africanos que até meados do século mais do que duplicarão os seus habitantes. No caso da Guiné-Bissau e de Timor-Leste haverá mesmo uma triplicação da população de 2008 para 2050.

Portugal é a excepção. O relatório da ONU prevê que a população em território nacional decresça de 10,7 milhões para apenas dez milhões. Ou seja, num mundo com cada vez mais lusófonos, a tendência é que cada vez menos sejam portugueses, tanto percentualmente como em termos absolutos. Um reflexo da continuada quebra do número de nascimentos (não se atinge os dois filhos mínimos por mulher necessários para renovar as gerações) e que se traduzirá num envelhecimento populacional. Aliás, no ano passado, pela primeira vez desde 1918, morreram mais pessoas em Portugal do que aquelas que nasceram.

Em termos relativos, o português continuará a ser uma das dez línguas mais faladas do mundo e a terceira de origem europeia mais divulgada. O inglês, graças aos Estados Unidos e à Nigéria, e o espanhol, com toda a América Latina a explodir demograficamente, vão manter-se na dianteira mundial entre os idiomas oriundos do Velho Continente.


Patrocínio
 
378Visualizações
0Impressões
0Comentários
0Envios
Ferramentas

Enviar por EmailEnviar por EmailPartilharPartilhar
ImprimirImprimir
Aumentar TextoAumentar TextoDiminuir TextoDiminuir Texto

FERRAMENTAS
 
  • Enviar por EmailEnviar
  • PartilharPartilhar
  • ImprimirImprimir
  • Comentar este ArtigoComentar este Artigo
  • Aumentar TextoAumentar Texto
  • Diminuir TextoDiminuir Texto
 
PARTILHAR NOTíCIA
 
Comentar

Caracteres disponíveis: 750

Receber alerta de resposta Aparecer como Anónimo
Lembrar dados pessoais
  • Comentar

Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.

Se tem conta, faça Login

Nome do utilizador

Password

Legenda

Utilizador RegistadoUtilizador Registado    Utilizador Não RegistadoUtilizador Não Registado




Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE

Provedor do Leitor
Epaper
Feira do Livro


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




DN

Revistas de Imprensa

Revistas de Imprensa

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias