por
MARIA JOÃO CAETANO
Cinema. Filme de Leonel Vieira estreia-se hoje
Um português e um espanhol: Chico da Silva e Fuentes. São como dois cavaleiros, mas em vez de cavalos têm um Buick antigo e em vez do deserto movem-se nas lezírias ribatejanas. Nas palavras do realizador Leonel Vieira, as duas personagens principais de A Arte de Roubar são "dois bons malandros". Ou seja, "são malfeitores mas com bom fundo, não querem fazer mal a ninguém".
Um português e um espanhol: Ivo Canelas e Enrique Arce. São os dois actores principais do filme, que conta com um elenco de luxo: Nicolau Breyner, Soraia Chaves e a mexicana Flora Martinez, e ainda uma galeria de secundários onde encontramos Daniella Faria, Miguel Borges, Aldo Lima, José Raposo, Olavo Bilac, Pedro Tochas, Luís Filipe Borges.
Mas voltemos aos dois homens do Buick que planeiam o golpe da sua vida. São uns malandros trapalhões e é graças a eles, em grande parte, que este filme é uma comédia. Uma comédia negra, um thriller cómico, uma comédia de acção - as definições invocadas pelo realizador e pelos actores são variadas mas todas vão dar ao mesmo. Leonel Vieira assume que este é um filme de personagens - "personagens de cinema, que fazem parte de um universo fantástico, de sonho, não têm qualquer referência na realidade". Personagens que criam empatia e que querem fazer o espectador rir e chorar. O que leva o realizador a dizer: "É cinema para as pessoas saborearem e se divertirem, para consumir durante aquele tempo. Os espectadores têm de se perguntar o que é que vai acontecer às personagens, se morrem ou se não, e têm de sofrer com isso. Não é cinema para as pessoas ficarem a pensar em grandes questões." A palavra que define isto é entretenimento e Leonel Vieira não tem medo de a assumir, mas avisa: "Não é um cinema gratuito e tonto. É entretenimento mas tem de ser inteligente."
O realizador optou por rodar o filme em inglês por uma questão de facilidade de comunicação de um elenco internacional, mas não só: "O cinema não é uma ciência exacta e ainda não sei se o filme vai resultar, mas há um caminho a fazer e esta é uma questão de credibilização do sector. Em inglês é mais susceptível de interessar internacionalmente."|
Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.
Utilizador Registado Utilizador Não Registado
Gaspar: Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
"É mais uma alegria na minha vida"
Eurodeputados vão passar a pagar IRS em Portugal
Seguro exige explicações de Passos sobre ajuda externa
José Graça é candidato à concelhia do PSD de Loulé
Carnaval é "batalha perdida para o Governo", diz Marcelo
O homem que recusou saudar os nazis
Príncipe Harry coroado "Top Gun"
Encontradas jóias no valor de 7 milhões de euros
Souza no Grémio é desilusão para os adeptos do Vasco
Senhorio obrigado a realojar em caso de obras
Mulher obrigava mãe de 77 anos a viver fechada na garagem
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Casamento gay aprovado pelos eleitos de Washington
Pensa que os militares têm razão nas reivindicações que fazem ao Governo?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN