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TV provoca gravidez na adolescência

por

TIAGO GUILHERME  

Estudo nos EUA revela que sexo na TV leva a um maior risco de gravidez

Ver televisão, nomeadamente programas como reality shows e séries com conteúdos sexuais, aumenta a média de gravidezes dos adolescentes dos Estados Unidos, de acordo com um estudo publicado na revista Pediatrics, divulgado pelo jornal espanhol El Mundo.

E não se pense que as cenas têm de ser necessariamente eróticas ou que "toquem" a pornografia. Um beijo mais intenso, um mero contacto íntimo ou mesmo relações sexuais implícitas provocam um maior risco de gravidez para quem tenha menos de 20 anos. Segundo um estudo do Instituto de Investigação Rand Corporation, "estes programas de televisão reflectem atitudes que não se coadunam com o uso de contraceptivos".

Para se realizar este estudo foram entrevistados mais de dois mil adolescentes entre os 12 e os 17 anos por telefone por três vezes desde 2001 até 2004. De acordo com o jornal El Mundo, os entrevistados indicaram com que frequência viram um dos 23 programas seleccionados pela equipa de investigação. Segundo o diário Washington Post, séries como O Sexo e a Cidade e Friends foram duas que constavam da selecção feita pelos investigadores.

Como resultado, 90% dos adolescentes que viram programas com um conteúdo mais "picante", como beijos, encontros íntimos, sexo, têm o dobro do risco de vir a engravidar ou provocar uma gravidez (no caso dos rapazes, que também estão incluídos no estudo) nos três anos seguintes à visualização desses programas que os restantes 10%, que viram menos conteúdo sexual. E se a tendência é esta, a realidade também o provou. É que 25% dos que viram programas em que a sexualidade estava mais exposta, vivenciaram mesmo uma gravidez, contra 12% dos que viram em menor número esses conteúdos. Durante o estudo, 59 jovens ficaram grávidas e 33 rapazes disseram que foram responsáveis por uma gravidez.


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