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sociedade

Algarve com má nota no 9.º ano devido a alunos externos

por

JOSÉ MANUEL OLIVEIRA  

Os responsáveis das escolas secundárias Tomás Cabreira, de Faro, Júlio Dantas, de Lagos, e de Tavira, mostram-se surpreendidos e "indignados" com a má posição no ranking ao nível do terceiro ciclo, sobretudo por já não possuírem esse grau de ensino. E admitem que tal possa estar relacionado com o facto de alguns dos alunos dos Cursos de Educação e Formação (CEF), autopropostos para exame de equivalência ao 9.º ano, de forma a poderem prosseguir os estudos no ensino regular, terem tido notas negativas a Língua Portuguesa e Matemática.

Uma situação que até consideram normal, uma vez que a matéria por eles estudada em poucos meses nessas disciplinas - e por iniciativa própria - é diferente da ministrada aos outros estudantes durante o ano lectivo.

Já para a Escola Poeta António Aleixo, de Portimão, considerada em 2007/2008 a melhor do ensino secundário público no Algarve, e que também não conta com terceiro ciclo há mais de dez anos, a má classificação a esse nível no ranking tem a ver com exames do 9.º ano feitos por dois ex-alunos de antigos cursos profissionais nocturnos noutro estabelecimento de ensino.

"É um erro, mas quem fez o ranking é que deve saber responder. O fundamental é que no secundário, com o total dos nossos alunos [1100], a nossa escola ficou muito bem posicionada, quer a nível nacional quer do distrito de Faro", disse ao DN o presidente da Comissão Administrativa Provisória, José Rasquinho.

Na Secundária de Tavira, mais de metade dos cerca de 70 alunos dos já referidos Cursos de Educação e Formação efectuaram, em 2008, exames de Língua Portuguesa e Matemática, por iniciativa própria, para o nono ano. "Não houve uma única nota positiva em Matemática. Já em Português registaram-se algumas positivas. Esses alunos não têm condições para passar porque fazem os exames só por si, sem seguirem a matéria que os do ensino regular aprendem. A intervenção de uma escola num aluno autoproposto de cursos profissionais é zero", observou José Baía, presidente do Conselho Executivo da escola.


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