por
ISAURA ALMEIDA
Sporting. SAD ainda não decidiu se recorre da sentença do Tribunal da Relação, que condenou os leões a organizar o jogo de homenagem reclamado pelo ex-jogador. Clube não coloca de parte um acordo, já que a direcção leonina quer evitar prejuízos maiores com realização da festa e processos
Búlgaro vai fazer conferência de imprensa quando tudo terminar
A SAD do Sporting ainda não decidiu se vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça - tem 18 dias para o fazer- da decisão do Tribunal da Relação, que, na segunda-feira, condenou o clube a organizar um jogo de homenagem a Iordanov. E, sabe o DN, nesta altura os leões ponderam até chegar a acordo com o ex--jogador - algo que até agora sempre recusaram -, já que perderam o caso em duas instâncias e consideram que não é viável a realização do encontro sem o clube ter prejuízo. De qualquer forma, o Sporting tem até à próxima quarta-feira para fazer chegar o projecto do jogo de homenagem ao antigo futebolista, que não está muito receptivo a um acordo de última hora. "Só quero o que estava no contrato", disse Iordanov ao DN.
O búlgaro está "magoado com as pessoas do Sporting" que não quiseram honrar um compromisso assinado - o tal desafio de homenagem previsto numa adenda ao contrato -, mas não confunde os dirigentes com o clube que representou durante uma década (entre 1991 e 2001). "O Sporting está no meu coração, por isso pensei muito, não queria que os adeptos pensassem que eu queria uma coisa a que não tinha direito. Por isso não quero confundir a instituição, que está no meu coração, com algumas pessoas do clube", explicou ao DN após conhecer a decisão da Relação, que confirmou na segunda-feira a sentença do Tribunal do Trabalho, condenando os leões a organizar um jogo de homenagem ao búlgaro Iordanov, que constava da adenda do contrato.
O ex-leão ponderou muito antes de ir para Tribunal, "não queria problemas, só queria o que me prometeram". Iordanov recusa, para já, dar nomes aos "culpados", mas promete realizar uma conferência de imprensa, "quando tudo terminar" para esclarecer a situação. Agora prefere "passar despercebido", até porque a SAD leonina ainda pode recorrer.
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