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RITA CARVALHO (Texto) LIONEL BALTEIRO (Foto)
Explicações. Aprender e tirar boas notas passa cada vez mais pelas explicações, em que muitos pais deixam avultadas verbas mensais. Para além do explicador doméstico tradicional, o negócio expandiu-se para os centros de explicações e chegou agora a um mercado global: a Internet
Os pais gastam cada vez mais em explicações para os filhos terem boas notas. Se o explicador caseiro tende a acabar, o negócio dos centros de explicações, a maioria franchisados, está em franca expansão, sendo já uma saída para professores desempregados, caso de Sandra Piedade, que encontrou uma solução no Mathnasium. O último grito é a Internet, onde não se dão propriamente explicações mas esclarecem questões. Tirar uma dúvida pode custar entre 75 cêntimos e 17 euros, consoante o grau de escolaridade do aluno e a complexidade da resposta.
"Bom dia", diz o aluno. "Bom dia, posso ajudar?", responde o professor. "Queria tirar uma dúvida de matemática. O que é maior: 0,3 ou 0,03?", continua o aluno. O diálogo on-line prossegue com o acordo entre os dois de quanto custará esclarecer a questão. Assim funciona o www.tiraduvidas.eu, portal onde alunos e professores esclarecem dúvidas de todas as disciplinas e a qualquer hora. Basta que um dos mais de cinco mil docentes esteja online para responder.
A rentabilidade de custos e a disponibilidade do serviço são duas das vantagens para quem recorre a este serviço, em vez do sistema tradicional ao qual recorre cerca de metade dos alunos do secundário. Mas por que razão, tantos alunos se socorrem das explicações? Albino Almeida, presidente da Confap, não tem dúvidas: "O exame é uma roleta-russa que em duas horas pode decidir o futuro de um aluno. É natural que crie ansiedade no aluno e na própria família."
O portal tem 2500 visitas por dia, 20 mil alunos registados e cinco mil professores. O serviço é pontual, e as dúvidas só são esclarecidas se o aluno tiver saldo na conta, carregada online. Até final do ano, Luís Pereira estima chegar a 300 mil jovens e 15 mil docentes. Em média, os que mais utilizam o serviço carregam 15 euros mensais, mas há quem lá deixe 50 euros por mês. Os mais familiarizados com o sistema chegam a colocar a questão a vários professores para comprar ao melhor preço.
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