por
LUÍS NAVES
Rússia. Família imperial foi assassinada em 1918
Só os comunistas contestaram esta decisão da justiça
O supremo tribunal da Rússia reabilitou formalmente o último czar, Nicolau II, declarando que o assassínio do monarca e da sua família, em Ekaterimburgo, em 1918, representou uma acção ilegal das autoridades soviéticas. O tribunal decidiu "reabilitar" a memória de Nicolau II e declarou que a família imperial "foi vítima da repressão bolchevique".
Em 2000, a família de Nicolau II foi canonizada pela Igreja Ortodoxa, que considerou mártires os seus membros assassinados. O regicídio é ainda hoje politicamente sensível, dada a popularidade do czar na Rússia contemporânea. Numa decisão anterior, agora anulada, o tribunal decidira que não era possível reabilitar a família Romanov, pois não havia um veredicto a condená-la.
A decisão de ontem foi bem recebida pelos vários ramos sobreviventes da família imperial russa, nomeadamente pela grã-duquesa Maria Vladimirovna, que reivindica a herança do trono. Esta aristocrata reside em Madrid, mas um seu porta- -voz comunicou a "satisfação" da grã-duquesa, que afirma "não ter intenção" de pedir a restituição dos bens dos Romanov confiscados pelo Estado.
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