por
ANA MAFALDA INÁCIO, LICÍNIO LIMA e SUSANA LEITÃO
Insegurança. Um grupo de cinco indivíduos roubou ontem uma carrinha de valores de forma sofisticada e profissional. Em apenas dois quilómetros, imobilizaram a viatura, fizeram explodir as portas e levaram milhões. Mas o dia de ontem foi marcado pelo crime violento em vários pontos do País
Uma carrinha de transporte de valores foi assaltada na madrugada de ontem na A2, no sentido norte-sul, ao quilómetro 138,4, junto ao nó de Grândola, de forma "profissional, sofisticada e violenta", segundo afirmou ao DN o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, general Leonel de Carvalho, e várias fontes policiais. As mesmas sublinharam tratar-se de um crime inédito em Portugal, embora a técnica de explosivos já seja usada desde a década de 90 noutros países da União Europeia.
O assalto à carrinha da Prosegur, a segunda empresa mais importante no mercado de transportes de valores, foi realizado em apenas dois quilómetros, pelas 02.45 , e envolveu três viaturas de alta cilindrada e cinco elementos. De acordo com fontes policiais, "a forma de actuação foi pensada ao milímetro, tendo em conta todos os aspectos: local (sem vigilância electrónica da Brisa), abordagem da carrinha, modo de roubo e fuga", explicou Leonel de Carvalho. Fontes policiais referiram ao DN que "os assaltantes usaram técnicas e tácticas militares e policiais. Rápidas e eficazes". Isto porque "a forma de arrombamento da carrinha de valores é idêntica à que as polícias usam nas portas".
A forma de actuação levou mesmo alguns elementos da área da banca, dos transportes de valores e das forças de segurança a pensar que os suspeitos poderiam não ser portugueses. No entanto, segundo apurámos junto de fontes policiais, as testemunhas do assalto terão indicado aos inspectores da PJ que foram abordados por alguns elementos em português, embora tal não signifique que "não haja no grupo elementos de origem estrangeira", explicaram-nos.
Fontes policiais acreditam que os assaltantes terão entrado na auto-estrada pela saída de emergência - utilizada apenas pelo INEM, bombeiros e Brigada de Trânsito, em caso de acidente ou de catástrofe -, ao quilómetro 133, recorrendo ao arrombamento dos portões. Ontem, não havia ainda a certeza se a viatura estava a ser perseguida ou se os assaltantes sabiam ao certo o momento em que esta iria passar na zona sem vigilância electrónica.
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