Asegurança é uma das grandes preocupações da actualidade. E perante os crescentes casos de delinquência as polícias vão ser chamadas cada vez mais a intervir e a cumprir o seu principal papel: o da defesa dos cidadãos. Por isso, é preciso definir de forma clara o que queremos das nossas autoridades. Cuja acção, sublinhe-se, está devidamente regulamentada, sob escrutínio constante da opinião pública e sujeita às leis gerais do País.
A prova é o mais recente caso em que há a lamentar a morte de uma criança, vítima de disparos de um militar da GNR. Violando uma norma recente da Inspecção-Geral da Administração Interna, o militar disparou para os pneus de um carro em fuga, depois de ter tentado deter dois assaltantes no local do crime, de estes terem fugido e de o terem tentado atropelar na manobra (está por provar que tenham disparado, apesar de terem sido encontradas armas na viatura). Fê-lo, sublinhe-se, sem saber que estava um menor no interior do carro. Foi-lhe aberto um processo de inquérito pela GNR e foi constituído arguido pela justiça civil, estando com termo de identidade e residência.
A mesma pena aplicada aos dois assaltantes por três crimes distintos: o de furto de propriedade alheia, desobediência às autoridades e negligência ou exposição de menor. Sendo que estes, sublinhe-se, agiram conscientemente, envolvendo uma criança e sujeitando-a aos riscos de um crime.
Este é que deveria ser tema de indignações e discussão.
George W. Bush foi especialmente duro na condenação da intervenção russa na Geórgia, mas é apressado concluir que foram as palavras do Presidente americano que levaram ao cessar-fogo de ontem decretado por Dmitri Medvedev. Moscovo fez a guerra no momento que achou oportuno, conduziu-a como considerou oportuno e terminou-a também quando achou oportuno. E se aceitou um plano de paz apresentado pela União Europeia, que recebeu a concordância do líder georgiano Mikhail Saakashvili, não é certo que tenha concluído o seu projecto para o Cáucaso. Nada impede que nova fase bélica se inicie, caso a Rússia sinta os seus interesses ameaçados.
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