É óbvio que ainda não é possível saber quanto da redução do consumo de combustíveis se deve simplesmente ao peso do preço no bolso dos consumidores ou à sua consciência ecológica. Era bom para todos que a explicação fosse a segunda, mas é mais que provável que seja a primeira. A grave crise internacional por que estamos a passar - e com especial incidência em Portugal - podia ter pelo menos esse efeito positivo: habituar-nos a gastar menos combustível. Porque, de qualquer modo, esse será sempre o nosso futuro.
Neste âmbito são muito importantes todas as iniciativas ambientais que digam respeito à reciclagem. Recentemente anunciou-se um processo de recolha de óleos alimentares. Hoje damos notícia de que o Ministério do Ambiente está a pensar fazer uma reutilização dos lixos alimentares e orgânicos. Estas iniciativas são louváveis, mas deviam começar com tornar mais fácil a todos os cidadãos a reciclagem. E isso passa por coisas bem simples como colocar depósitos em todas as ruas, ou mesmo caixotes e recolhas de lixo diferenciados porta a porta. Só quando for mesmo muito fácil e sem esforço, os cidadãos incorporarão este hábito.
Porque só há duas maneiras de difundir os hábitos ambientais: pela educação ou pela facilidade. A primeira é muito mais complicada e lenta do que a segunda.
Os Jogos Olímpicos de Pequim correm o risco de vir a ser os mais politizados de sempre. Mas, se calhar, isso não vai acontecer pelos motivos que se esperava - a China e o seu confronto com os Estados Unidos, os direitos humanos e a censura, etc...
Pelo menos duas situações do mundo real já passaram para o terreno dos Jogos, e não foram em T-shirts com slogans sobre o Tibete. O nadador iraniano Mohammad Alirezaei retirou-se da prova de cem metros bruços. Oficialmente, a desculpa foi uma má disposição, mas há sérias dúvidas de que o tenha feito pela presença do israelita Tom Beeri na mesma prova e piscina. A pista do iraniano ficou vazia durante a prova.
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