por
ILÍDIA PINTO
Polémica. Presidente da Associação Comercial do Porto defende que o "interesse público" e o "reforço da concorrência" ditam a necessidade de o Aeroporto Sá Carneiro ter uma gestão privada autónoma. Caso contrário, Rui Moreira teme que o pólo maior, Lisboa, absorva todas as atenções e investimentos
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O "interesse público" e o "reforço da concorrência" ditam a necessidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro ter uma gestão privada independente e não integrada no monopólio privado dos três maiores aeroportos do país, refere o presidente da Associação Comercial do Porto. Sendo este aeroporto um "instrumento de promoção, económica e turística da região Norte", Rui Moreira diz que "o interesse público tem mais condições de ser salvaguardado com uma gestão autónoma, do que integrado numa grande rede, sendo os nossos instrumentos de regulação tão fracos".
Para Rui Moreira, a concessão a privados da ANA - Aeroportos de Portugal como um bloco significa que o concessionário "irá, necessariamente, concentrar as atenções no novo aeroporto de Lisboa, porque é nesse que vai ter de investir, logo é esse que, prioritariamente, terá de rentabilizar". O presidente da ACP - que, com Rui Rio, líder da Junta Metropolitana do Porto, e os três líderes das principais associações nortenhas, têm reclamado de Sócrates uma resposta a esta matéria - defende que é "fundamental assegurar a competição e a concorrência" entre os aeroportos de Lisboa e do Porto.
E explica: "O de Lisboa tem como pensamento-base funcionar como hub da TAP. Com a privatização, o Sá Carneiro pode interessar-se em ser o hub de outra companhia, quem sabe de uma nova Portugália que venha a surgir". Um objectivo mais fácil de atingir "se os proprietários e gestores do Sá Carneiro forem diferentes dos de Lisboa, que terão de proteger a sua companhia, a TAP".
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