por
Vasco Graça Moura
escritor
Há mais de 20 anos que venho dando um apoio empenhado ao prof. Cavaco Silva. Ele é, para mim, um grande homem de Estado, o melhor primeiro-ministro que Portugal teve nas últimas décadas e um Presidente da República exemplar.
Esta minha postura valeu-me já, por mais de uma vez, algumas ironias na praça, em especial a de eu ser "mais cavaquista do que o próprio Cavaco". Devo dizer que a hipérbole me lisonjeou e, gozando com o epíteto, até escrevi, aqui há uns anos, uma bem-humorada "balada do bom cavaquista" que é um dos poucos poemas políticos de que sou autor. Nunca deixei todavia de ter de ter uma visão crítica quando achei que ela se justificava, como aconteceu logo em 1986, a propósito do Acordo Ortográfico.
Fui um dos que encabeçaram a reacção contra um documento que iria assassinar a língua portuguesa a curto prazo e em boa hora o fiz. Para citar um documento oficial, a Resolução da Assembleia da República n.º 26/91, de 4 de Junho, "o Acordo Ortográfico de 1986, conseguido na reunião do Rio de Janeiro, ficou, porém, inviabilizado pela reacção polémica contra ele movida sobretudo em Portugal".
A sociedade civil mobilizou-se e conseguiu bloquear o acordo que era então defendido pelos mesmos que hoje defendem o de 1991, por sinal, em termos em tudo semelhantes...
O erro do Governo em 1986 foi não ter atendido às tomadas de posição de muitos sectores, entre eles os academicamente mais qualificados. E esse erro prosseguiu com o Acordo de 1991, aí, agravado pelo facto de o Governo dispor de pareceres negativos da Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário e da Comissão Nacional para a Língua Portuguesa, aquela, um organismo do Ministério da Educação, e esta, uma estrutura que o próprio Governo tinha criado.
Assunção Esteves destaca diminuição do aborto clandestino
"Vergonhoso" não haver taxa para aborto recorrente
PSD e CDS afastam hispótese de revisão da lei do aborto
Galp com lucros de 251 milhões de euros em 2011
Banca e Galp provocam sessão negativa da bolsa de Lisboa
Excesso de confiança na tecnologia afeta vida social
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Seguro exige explicações de Passos sobre ajuda externa
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN