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Bica "mais barata da Europa" por 35 cêntimos

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PAULO JULIÃO, Viana do Castelo  

Há sete anos que uma "bica" num café de Ponte de Lima custa exactamente o mesmo, ou seja 35 cêntimos, preço que, confidenciou ao DN o proprietário, pode estar para sofrer o primeiro aumento da década. "Fala-se que o preço do café, na origem, vai aumentar e que pode chegar aos 20%. Se for assim vou ter que pensar nuns cêntimos a mais, mas nada mais do que isso", admitiu Alberto Martins.

O proprietário justifica o preço actual com a entrada em vigor do euro. "Servíamos o café a 70 escudos. Quando foi para mudar para o euro fizemos a conversão e desde então que o preço da bica é de 35 cêntimos". Alberto Martins é o dono do café em Calheiros, Ponte de Lima, e garante que apesar da "estagnação" dos preços, as bicas proporcionam-lhe uma margem de lucro superior a 40 por cento. "O quilo do café ronda os 17 quilos, e não é de uma marca qualquer. Aliás, se quisesse ganhar mais, ainda conseguia o café mais barato, só não era tão bom", sublinha. Cada quilo dá assim para cerca de 120 "bicas". "É só fazer as contas", diz ainda o comerciante, localmente mais conhecido por "Bertinho".

Na moeda antiga, um café na região ronda os 120 escudos, preço que leva este comerciante a interrogar-se: "Eu faço o que faço e ainda tenho lucro, por isso há ai muita gente a querer ganhá-lo todo". Aos 72 anos, mais de 50 dos quais passados no balcão daquele café, "Bertinho" admite ficar satisfeito apenas ao saber do contentamento dos clientes. "Os novos que aparecem por cá até estranham quando se diz o preço do café. Os outros são fieis à nossa casa, mas o que quero é que se sintam bem aqui". A par do café, no mesmo edifício funciona ainda uma mercearia de aldeia onde até electrodomésticos se vendem, num negócio totalmente familiar. "Sei que a vida está cara, estou numa pequena aldeia e, por isso, não podemos querer ganhar tudo, sem pensar no bolso dos clientes", conta Alberto.

Segundo fonte ligada ao sector da restauração, um quilo de café está a ser vendido à razão de 20 euros, fruto da especulação dos mercados, numa altura em que há países que até nem conseguem escoar a sua produção. Em Portugal, sublinha a mesma fonte, vende-se o café mais barato da Europa, apenas seguido da Macedónia, que cobra um euro. "Se tenho o café mais barato da Europa não sei, garanto é que enquanto depender de mim a bica vai continuar a ter este preço", sustenta Alberto Martins.|


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