por
Manuel Maria Carrilho
O dólar cai, o Iraque continua um pesadelo sem saída, o défice torna-se gigantesco, a recessão espreita, mas o império americano continua incontornável. Porquê? Por uma razão simples: ele atrai o nosso olhar, ele capta a atenção de todo o mundo como ninguém, provando que permanece imbatível na sua capacidade de fazer espectáculo.
O espectáculo é a maior invenção americana. Foi ele que, na verdade, conquistou o globo ao conseguir disseminar por todo o lado o seu way of life, através das suas fantasias e personagens, dos seus gestos e produtos.
A política americana tem de ser vista neste contexto, em que histórias e historietas (o storytelling) contam mais do que os programas, em que os candidatos assumem ler o que outros (os ghost-writers) escrevem e em que os spin doctors há muito fixam a estratégia das campanhas - foi assim com P. Salinger nos tempos de Kennedy, com J. Valenti na campanha de Johnson, com K. Rove na era Bush.
A força dos EUA está em fazer o mundo acreditar que o seu futuro se pressente, se adivinha, na actualidade americana. Deste ponto de vista, a disputa em curso entre Hillary Clinton e Barack Obama pela investidura democrática às próximas eleições presidenciais americanas revela duas tendências que vale a pena destacar.
A primeira, que cada vez mais uma candidatura vale por si, como espectáculo que deve assegurar a atenção, e se possível a excitação, dos cidadãos. O que tem vários custos, nomeadamente o de aumentar o fosso entre o que faz uma candidatura triunfar e o que garante, depois, um bom governo. O recente caso Sarkozy (que de resto assumiu explicitamente o padrão americano) é a mais eloquente ilustração deste paradoxo, que veio para ficar.
Centro de genética integrado no Centro Hospitalar do Porto
Transporte de mercadorias com descontos até 25%
E os nomeados são...
Adele regressa e é uma das favoritas
EU está a fazer "o que é preciso" para "restaurar confiança"
Comboio colide com autocarro de equipa turca
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN