por
Júlio Almeida
jornalista
HERNÂNI PEREIRA
'Spin-off' da Universidade de Aveiro ganhou em dez anos o mercado de cartões de acesso às escolas. A reabilitação é outra área de sucesso
Foi há dez anos que um grupo de cinco engenheiros do então departamento de electrónica e telecomunicações da Universidade de Aveiro (UA) decidiu que estava na hora de se aventurarem no mundo empresarial. A Micro I/O - Serviços de Electrónica nasceu na incubadora de empresas universitária, com a própria universidade a participar no capital.
Os promotores desenvolviam as suas actividades "no fim da linha de investigação, com muito trabalho que era pedido por empresas", relembra Pedro Fonseca, director-geral da Micro I/O. Muito do que resultava da colaboração com clientes que "batiam à porta" da universidade era passível de ser transformado em produtos com outro tipo de desenvolvimento, "que já não fazia parte das funções universitárias". A Micro I/0 foi das primeiras spin-off da universidade. Começou com um funcionário, um dos sócios, e actualmente já tem 20 engenheiros de electrónica e informática a trabalhar na sede, localizada na zona industrial de Taboeira.
Os sócios, entretanto, subscreveram um aumento de capital e a universidade foi reduzindo a sua participação, sem perder a forte ligação colaborativa. De resto, dois dos actuais três sócios ainda mantêm vínculo à universidade, onde leccionam e trabalham em investigação.
"O desenvolvimento integrado de hardware e software tem sido a vantagem em relação à concorrência", refere Pedro Fonseca, 44 anos, que tem formação superior de electrónica. "Conhecemos o que vendemos desde as placas de circuitos até ao software de gestão", explica, destacando "a grande capacidade de adaptar o sistema a solicitações particulares".
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