por
Luís Miguel Pereira
Raúl, Casillas e Guti passaram à condição de imortais no Real Madrid. Os três jogadores assinaram contratos "vitalícios" com o clube. O termo "vitalício" acaba por ser uma força de expressão. Os atletas assinaram vínculos de longa duração - Casillas (2017), Raúl (2011) e Guti (2011) - e a partir dessas datas as renovações são automáticas com uma condição: realizarem no mínimo 30 jogos oficiais por temporada (40 no caso de Guti).
A prática vem assumindo contornos de moda em alguns clubes europeus. É a forma encontrada para evitar o estado nómada do futebol actual, em que as referências ligadas aos clubes estão cada vez menos presentes. Devido a essa realidade, jogadores como Casillas ou Raúl, que estão no Real Madrid desde a década de 90, são idolatrados pelos adeptos e apresentados como bandeiras raras de ligação clubista.
A moda foi seguida também pelo Arsenal. O clube londrino prepara-se para renovar com Cesc Fábregas até 2014. Nessa altura o jogador internacional espanhol terá 27 anos, renovando o vínculo de forma automática, também em função de um número mínimo de jogos disputados.
Em Portugal, dois casos deram corpo a intenções vitalícias, ambos no Benfica: João Vieira Pinto e Simão Sabrosa. Em 1997, o então presidente benfiquista Manuel Damásio propôs a João Pinto um contrato para a vida, mas o então capitão benfiquista acabou por ser dispensado três anos depois por Vale e Azevedo e foi assinar pelo rival lisbieta Sporting. Com Simão Sabrosa o processo não passou de intenções: Luís Filipe Vieira ainda ponderou a possibilidade mas, no início desta temporada, acabou por vender o extremo ao Atlético de Madrid. |
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