por
IISABEL LUCAS
Bénédicte Houart. Não há género na poesia desta poeta que fala a língua da rua e a dos cafés e a das casas e a usa como um homem, mas também é capaz de falar como uma criança e sabe usar a linguagem de como uma prostituta ou como os homens falam das mulheres. Vai publicar o segundo livro na Cotovia
A voz, do outro lado da linha, é doce e a fala cadenciada. Depois escreve coisas como esta: "A puta que me pariu era a mais linda da rua formosa/ eu saí a ela deve ser por isso que mal sorrio os homens/ perguntam/ quanto é..." A voz do outro lado da linha é poeta. Chama-se Bénédicte Houart, é filha de pai belga e mãe portuguesa e nasceu em Braine-le-Conte, uma pequena cidade nos arredores de Bruxelas, em 1968.
Bénedicte Houart tem 39 anos e diz que já pensou muitas vezes na morte. Diz isso e diz também que isso não é nenhuma singularidade. Há quem diga, por sua vez, que os seus textos são brutais, que não parecem vir de uma mulher, ainda para mais jovem, bonita, doce. "Ainda bem que não parecem", diz essa mesma mulher que abandonou um doutoramento na área da estética e se despediu da faculdade onde dava aulas como assistente em disciplinas ligadas à filosofia.
Hoje só escreve e faz traduções do francês. Vai editar agora o segundo livro na Cotovia. O primeiro, Reconhecimento, saiu há dois anos e foi o resultado de uma vida de escrita onde nunca houve coragem para publicar.
"Sempre escrevi, mas sentia que me faltava muito para chegar a um nível que achava o exigível para dar a ler o que escrevia". Houve um momento em que isso aconteceu. Bateu à porta de várias editoras. Sempre recusada. Pediu apoio ao Ministério da Cultura. Negado. "Senti-me ofendida. Sabia que coisas muito piores do que as que eu fazia eram consideradas merecedoras de subsídios. Eu tinha noção de que o meu livro não era vergonha para ninguém."
Centro de genética integrado no Centro Hospitalar do Porto
Transporte de mercadorias com descontos até 25%
E os nomeados são...
Adele regressa e é uma das favoritas
EU está a fazer "o que é preciso" para "restaurar confiança"
Comboio colide com autocarro de equipa turca
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN