por
Manuel Queiroz
Jornalista
Foi na lotaria dos penáltis que o FC Porto se entregou depois de um jogo muito bravo em que marcou o golo para empatar a eliminatória só aos 86', perdeu duas grandes oportunidades no prolongamento, as únicas que houve nessa altura, mesmo estando com dez por expulsão de Fucile. Foi uma noite difícil, em que a equipa de Jesualdo mereceu ganhar, mereceu passar, mas nos penáltis Bruno Alves e Lisandro não conseguiram marcar e os alemães não falharam nenhum. Foi pena, esta equipa merecia mais Liga dos Campeões.
A primeira parte do FC Porto não foi brilhante, embora tivesse vários remates perigosos e duas boas oportunidades na mesma jogada, logo aos 12': Lisandro a virar-se na área e a rematar, mas Neuer defendeu a bola, a jogada continuou na direita, ao cruzamento de Bosingwa correspondeu Lisandro e Neuer defendeu com a bola a bater-lhe na mão e a sair junto ao poste.
O FC Porto entrou em 4-3-3 com Tarik-Lisandro-Quaresma, os alemães ocupando sempre muito bem o campo - tacticamente perfeitos, individualmente menos, porque quando Bosingwa metia a quinta passava Kobiashvili e Westermann e conseguia cruzamentos perigosos. Os alemães só arriscavam pela certa, não permitiam contra-ataques, marcavam Lucho e Quaresma muito em cima, agrupavam-se em frente da sua área e conseguiam passar incólumes os primeiros 45' - o que era essencial do ponto de vista do Schalke. Não ameaçava muito Helton (apenas num livre lateral Kuranyi conseguia cabecear para fora), mas a parte importante do seu jogo era, obviamente, lá atrás. E aí brilhavam Rafinha e os dois centrais, sobretudo Bordon, sempre sem erros.
O FC Porto não tinha espaço para jogar, o jogo era perro, porque só Bosingwa conseguia dar safanões e criar problemas sérios à defesa do Schalke. A segunda parte foi de raiva dos portistas, sobretudo quando se viu que Bosingwa tinha que sair com problemas musculares. Entrou Mariano Gonzalez, o FC Porto passou a jogar numa espécie de 3-4-3, lutando bravamente. Alugava-se meio- -campo, quando Helton escapou à expulsão ao evitar um golo com a mão fora da área (65'), ficou por marcar pénalti sobre Farias, rasteirado (80'), e saiu o golo de Lisandro, um golaço da entrada da área a dar o empate na eliminatória aos 86'.
Jesualdo já tinha trocado Tarik por Farias, saiu Raul Meireles para reequilibrar um pouco a equipa - Mariano era defesa-direito… O prolongamento veio, o FC Porto, com dez, teve duas grandes oportunidades, sobretudo quando Quaresma se isolou e teve tempo e espaço para bater Neuer - mas chutou por cima. Grandes dificuldades em muitos jogadores, de um lado e do outro, uma emoção. E vieram os pénaltis… |
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