por
ALFREDO MENDES (Texto)
HERNÂNI PEREIRA (Foto)
A delicadeza das jarras de camélias sobre os dois pianos Bechstein são a clave de sol de uma tarde de notáveis evocações que Madalena Sá e Costa toca, fascinada, como num regresso à sonoridade dos palcos.
É o melodioso aroma que emana desta sala que enleva a grande senhora, a deixa discretamente arrebatada, ou não personificasse uma vida de virtuosismo musical, uma prodigiosa trajectória que, amanhã, na Casa da Música, Porto, pelas 19 horas, Madalena Sá e Costa apresenta no seu livro Memórias e Recordações.
Cada retrato, cada pintura, cada desenho, cada partitura que enche de alma a sala no Largo da Paz, Porto, onde vive há 90 anos, parece resgatar ao tempo o ecoar dos aplausos, a solenidade das recepções, a minúcia dos estágios, a sedução pelo ensino, o pormenor nas gravações. Discípula dos consagrados Guilhermina Suggia e Pablo Casals, a violoncelista fala dos seus antepassados, do avô Bernardo Valentim Moreira de Sá, fundador do Orpheon Portuense, 1881.
Violinista, regente, musicógrafo e pedagogo, assim dele falou Fernando Lopes Graça. Descendente de poetas como Sá de Miranda e Francisco Sá de Menezes, o avô encantaria plateias, inclusive, aos nove anos no seu primeiro concerto no Teatro de S. João, Porto. Estudou em Berlim com o destacado violinista Joseph Joachim e, mais tarde, incluiria um quarteto em que figurava... Guilhermina Suggia!
Fundador da Associação Musical de Concertos Populares, da Grande Orquestra e do Conservatório de Música do Porto, o avô de Helena e Madalena Sá e Costa actuaria além-fronteiras com Viana da Motta e Pablo Casals. Lembra Madalena um famoso violino Guadagnini que o avô possuía. "Fez as minhas delícias, quando eu o tocava em posição de violoncelo; a partir dessa altura decidi estudar o violoncelo." Na ambiência artística onde a casa se povoava de intérpretes e compositores de nomeada, as meninas cresceram sob a batuta da música - a sagração do respirar.
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