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AMADEU ARAÚJO, Viseu
Os feirantes vão reunir com o ministro da Administração Interna no dia 13 de Fevereiro para dar conta da insegurança que tem envolvido a actividade e reclamar medidas que "ponham cobro a estes assaltos violentos". O encontro surge depois de diversos alertas que os feirantes enviaram às autoridades na sequência dos assaltos ocorridos em Celorico.
Também o autarca de Trancoso exige mais segurança das autoridades policiais, para "evitar que ocorram novos assaltos a ourives que frequentam a feira semanal da cidade". Júlio Sarmento pede "um reforço da segurança que iniba a prática de actos de terrorismo pelos assaltantes."
Fernando Sá, presidente da Federação das Associações de Feirantes revela que os ourives "são os preferidos para assaltar porque transportam muito ouro que tem elevado valor". O preço do grama deste metal "não tem parado de subir". Vale "para o ouro fino ou novo 19 euros, para o ouro usado cerca de 15 euros", explicou ao DN António Castro, negociante neste metal. Sozinho e transportando "mercadorias que valem vários milhares de euros, o feirante está, por norma, desprotegido porque sai cedo e sozinho e regressa tarde. Na maior parte das feiras não consegue evitar circular nos mesmos trajectos", adianta Fernando Sá.
Celorico, Gondomar, Mirandela, Penafiel, Paredes e Trancoso concelhos onde já se registaram assaltos a ourives que se deslocavam para as feiras. Na região centro existem "meia centena de ourives que percorrem as feiras. São pessoas activas e robustas de meia-idade apesar de já haver uns quantos mais antigos", revela Delfim Almeida, secretário-geral da Associação dos Feirantes das Beiras. O dirigente adianta que "muitos deles têm as suas ourivesarias e cada vez são menos os que vendem nas feiras por causa da falta de segurança". Afirma que "não é preciso um polícia à beira de cada feirante" mas "vigilância discreta nos itinerários que conduzem às feiras e que por si só é capaz de acabar com muitos problemas".|
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