por
João Marcelino
1 O aumento do preço do petróleo está a colocar o mundo perante a necessidade de acelerar a diversificação das suas fontes de energia.
A longo prazo, já se sabia, os recursos fósseis são finitos - e há que lidar com isso.
A novidade está em que agora ameaçam transformar-se definitivamente em armas de arremesso político ao serviço dos países em vias de desenvolvimento (donos das principais reservas mundiais) contra as economias industrializadas, sobretudo as do Ocidente, que sempre acreditaram no poder milagroso do dinheiro como solução para todos os problemas.
E não é, de todo, assim - além de que a especulação, que essa sim é global, amplifica o problema, com o preço dos combustíveis a subir quase diariamente, com reflexos nos transportes terrestres e aéreos, nos produtos, na economia, ou seja, na nossa qualidade de vida.
O Governo português, reconheça-se, tem estado a trabalhar bem nas chamadas renováveis, com a eólica à cabeça, mas a conjuntura começa a tornar urgente um debate que demora porque incomoda: o do nuclear.
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