por Lusa, texto publicado por Paula Mourato
A maioria dos países lusófonos melhorou a sua posição no 'ranking' deste ano da organização Transparency Internacional sobre perceção de corrupção, com destaque para Timor-Leste, mas Cabo Verde e Moçambique foram exceções.
No 'ranking' hoje divulgado, incluindo dados de 176 países e com uma nova metodologia para calcular a pontuação de cada país, é Timor-Leste que regista uma maior subida entre os Estados lusófonos, de 30 lugares, para a 113ª posição.
São Tomé e Príncipe escalou 28 lugares em relação à edição anterior, situando-se na 72ª posição, um pouco acima do Brasil, que na 73ª posição regista uma subida de quatro lugares face a 2011.
Angola subiu nove lugares, para a 157ª posição geral, e até a Guiné-Bissau, que viveu um golpe de Estado em abril passado, surge em melhor posição, a 150ª, quatro lugares acima de 2011.
A Transparency Internacional dá conta de poucas melhorias no combate à corrupção a nível internacional, mesmo no caso de sociedades que viveram recentemente transformações ou revoluções no sentido da democracia, segundo a presidente da ONG, Huguette Labelle.
"Os governos precisam de integrar ações anti-corrupção em todas as tomadas de decisão públicas", afirmou Labelle na divulgação do ranking.
"As prioridades devem incluir melhores regras sobre 'lobbying' e financiamento político, tornar mais transparentes os gastos públicos e contratações e tornar os organismos públicos mais responsáveis perante as pessoas", adiantou.
O Índice de Perceção da Corrupção é calculado a partir de indicadores de corrupção de entidades internacionais como o Banco Mundial.
Entre os países lusófonos, Cabo Verde continua a ser o melhor colocado, depois de Portugal, mas este ano registou uma quebra de oito lugares, para o 39.º.
Também Moçambique recuou, de 120.º para 123.º, de acordo com os dados hoje divulgados.
Portugal registou uma pequena variação na pontuação que ditou uma descida ligeira de 32.º lugar para 33.º.
Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia surgem em primeiro lugar entre os 176 países avaliados, todos com uma classificação de 90 (num máximo de 100).
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