por Lusa
Pelo menos 32 pessoas morreram hoje num ataque por 300 membros de uma comunidade rival num distrito do sudeste do Quénia, onde em agosto ocorreu um dos piores massacres étnicos dos últimos anos no país, anunciou fonte da Cruz Vermelha.
"Temos a confirmação de que 32 pessoas foram mortas", declarou o secretário-geral da Cruz Vermelha queniana, Abbas Gullet. "Os corpos não foram retirados".
Caleb Kilande, socorrista da Cruz Vermelha no distrito de Tana River, disse por seu lado à AFP ter contado pelo menos 32 pessoas mortas, entre as quais sete polícias.
"Entre os mortos há cinco mulheres, oito crianças, 12 homens", além dos sete polícias, acrescentou, adiantando que a tensão continua forte, mas os confrontos já acabaram.
O distrito de Tana River é palco de violência recorrente entre comunidades rivais orma - essencialmente criadores nómadas - e pokomo - sobretudo agricultores sedentários. Segundo um polícia, que falava sob anonimato, o ataque de segunda-feira foi provocado por uma comunidade pokomo contra uma aldeia orma.
Em agosto, 52 aldeões orma foram mortos por cidadãos pokomo que atacaram diversas localidades na zona de Tarassa (distrito de Tana River). Uma pessoa foi morta a 1 de setembro e pelo menos 12 outras uma semana mais tarde, em novos ataques considerados pela polícia como represálias. Nem a polícia, nem a Cruz Vermelha adiantaram ainda quem atacou quem.
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