por Luís Manuel Cabral
O governo de Nairobi inaugurou o renovado Parlamento do país onde cada cadeira custou cerca de 2.500 euros.
Cerca de 2.500 euros. É este o custo de fazer entrar os políticos quenianos na era digital.O presidente do Quénia, Mwai Kibaski, inaugurou esta semana o recém renovado Parlamento do país que oferece aos deputados todas as comodidades dos tempos modernos, mas a um custo elevado. "A diferença em relação ao passado é que antes os deputados tinham de gritar para chamar a atenção do presidente e agora, com as novas instalações, já podem utilizar botões electrónicos quando quiserem contribuir para os debates", adiantou o porta-voz do parlamento, Kenneth Marende.
Segundo o jornal espanhol "ABC", a jóia da coroa da renovação do Parlamento, que custou aos contribuintes cerca de 10 milhões de euros, são os novos assentos que custaram 2.500 euros cada, num país onde o rendimento per capita se situa nos 1.400 euros anuais. "A nova imagem da sala pretende dar aos seus membros um espaço maior e outra comodidade para realizarem o seu trabalho", justifica Marende.
Segundo denuncia a organização Transparência Internacional, o Quenia encontra-se entre as trinta nações mais corruptas do planeta. Já em 2010, os deputados quenianos aprovaram um aumento salarial de 18%, pelo que passaram a ganhar cerca de 95 mil euros anuais. Por isso, não é de estranhar que o presidente Kibaki receba todos os anos cerca de 180 mil euros de salário e subsídios.
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