por A. C. M.
Uma intensa movimentação diplomática antecipa a reunião de amanhã sobre a Síria em Genebra, que pode terminar num fracasso. Balanço da repressão não cessa de aumentar - nas últimas 24 horas morreram mais de 180 pessoas.
Decorrem constantes contactos ao nível de altos funcionários dos países participantes na reunião de amanhã em Genebra sobre a Síria, com as objecções da Rússia sobre a proposta de transição, caso se mantenham, a indiciarem o fracasso de uma iniciativa considerada a última hipótese de se evitar uma guerra civil generalizada naquele país do Médio Oriente.
Evidência do agravamento do nível de violência na Síria é o balanço das últimas 24 horas com o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH) a anunciar que perderam a vida 183 pessoas, entre civis e militares. A maioria destas mortes sucedeu na cidade de Duma e seus arredores, que tem estado sob ataque das forças fiéis ao regime de Bachar al-Assad.
Duma situa-se perto de Damasco e é a cidade sob controlo da oposição mais perto da capital síria.
Aquele balanço de vítimas deve conhecer um agravamento nas próximas horas, com as habituais manifestações de sexta-feira em que milhares de pessoas continuam a desafiar o regime de Assad. Este, por sua vez, mantém-se intransigente e acusa "países ocidentais e alguns países da região" de apoiarem "os grupos armados na Síria", disse numa entrevista difundida ontem pela televisão pública do Irão.
Na entrevista, Assad garantiu que apoia o plano de transição do mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que será discutido amanhã na Suíça. O mais importante aliado da Síria, Rússia, de um lado, e os Estados Unidos, França e a Grã-Bretanha, de outro, mantêm um braço de ferro sobre o âmbito do plano de Annan, com Moscovo a dizer que não aceita "soluções externas" e Washington, Paris e Londres a garantirem só estarão presentes se for para aprovar a transição.
Anon. O Reino de Cyprius
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há 324 dias, 23 horas e 48 minutos
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