por MANUEL CARLOS FREIRE
Golfo de Adém. Comandante português da frota naval da NATO visitou ontem vaso de guerra indiano para reforçar cooperação
Os piratas continuam a fazer ataques diários à navegação comercial que atravessa as águas da Somália, mas desistem ao fim de "dez ou 15 minutos" em caso de insucesso devido à presença de muitos navios de guerra na zona.
A informação foi dada ontem ao DN por fontes militares que integram a força naval permanente da NATO (SNMG1, sigla em inglês), comandada pelo contra-almirante português José Pereira da Cunha desde Janeiro passado e que está a patrulhar as águas do golfo de Adém desde há uma semana.
A presença de várias frotas de guerra - Índia, China, Tailândia, EUA - na zona, há várias semanas, tem feito com que "os piratas ou te[nham] sucesso nos primeiros dez, 15 minutos do ataque ou abortem" e se afastem rapidamente da zona, misturando-se com as muitas embarcações de pesca que aí operam, adiantaram as fontes.
"Desistem e fogem", enfatizou mesmo uma das fontes, situação que também está a dar origem a uma "elevada taxa de falsos alarmes" com origem nos navios mercantes. Como "estão em alerta máximo", esses navios lançam um SOS sempre que vêem algo suspeito - que muitas vezes são meros barcos de pesca.
No caso do navio-almirante da SNMG1, a fragata portuguesa Corte-Real, tem estado a responder a "dois ou três pedidos falsos por dia", situação que se repete com os restantes vasos de guerra.
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