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Desemprego

"Dificilmente a taxa se situará abaixo dos 15% este ano", diz Francisco Madelino

por Lusa  

O economista Francisco Madelino considerou hoje, em declarações à Lusa, que "dificilmente" a taxa de desemprego em Portugal se situará abaixo dos 15 por cento este ano, tendo em conta o "impacto profundo" das medidas de austeridade.

A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os 14 por cento, face aos 12,4 por cento observados no trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil, divulgou hoje o INE.

A taxa de desemprego média anual situou-se nos 12,7 por cento, acima da estimativa do Governo inscrita no relatório do Orçamento do Estado para 2012 e da estimativa da 'troika' (de 12,5 e 12,4 por cento, respetivamente).

"Se conjugarmos estes dados com os das contas nacionais do INE, a principal conclusão é que em 2012 dificilmente o desemprego se situará abaixo dos 15 por cento" e provavelmente a recessão será maior que 3 por cento, afirmou o economista do ISCTE.

"Aliás, é interessante verificar os dados de janeiro", que serão publicados pelo Eurostat e pela OCDE e que resultam de uma estimativa para aquele mês, aos quais serão adicionados a evolução dos desempregados inscritos nos centros de emprego, e que "quase de certeza [a taxa] se situará por volta dos 14,5 por cento", apontou Francisco Madelino, ex-presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

"A lição a tirar é que, de facto, as medidas de austeridade estão a ter um impacto profundo quer na recessão económica, quer subida na taxa de desemprego", salientou.

Para Francisco Madelino, a subida da taxa de desemprego e a recessão económica vão continuar a agravar-se este ano.

"É uma coisa incontornável com as medidas extremamente restritivas do ponto de vista macroeconómico", sublinhou.

"Os dados do INE das contas nacionais dão quatro trimestres consecutivos com descidas homólogas e a última de dezembro é de menos 2,7 por cento e sempre a agravar-se as descidas homólogas", explicou o economista.

Madelino lembrou que, "no último trimestre de 2011, a redução do PIB já está próxima dos 3 por cento", pelo que, somando "as medidas que estão anunciadas para 2012, de grande austeridade, (...) tudo aponta que os cenários não sejam nada otimistas".

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