por CARLOS DIOGO SANTOS
Depois dos cartões de cliente e dos cupões de descontos, os cartões de débito são os próximos a entrar no telemóvel.
Quantas vezes já deu por si a pensar que gostava de tornar a sua carteira mais leve e menos volumosa? E se, de um dia para o outro, pudesse eliminar este objeto e transportar todos os cartões no telemóvel? A tecnologia que o permite está a ser desenvolvida pela empresa portuguesa Cardmobili e já permite aliviar algumas carteiras.
Quer tenha um iPhone, um Nokia, um Blacberry ou até um LG, atualmente é possível transportar todos os cartões de fidelização e cupões de desconto numa simples aplicação. Helena Leite, administradora da Cardmobili, é a prova viva. "Eu tenho aqui todos os meus cartões de cliente e até os meus cupões de desconto. Nunca me foi recusado utilizar os cartões em formato digital para usufruir dos descontos", assegura.
Mas este não é o objetivo final desta empresa: "Nós queremos que no futuro, num futuro próximo, consigamos utilizar esta aplicação para fazer pagamentos e assim eliminarmos também os cartões multibanco feitos de plástico. Continuam a existir, mas em formato digital."
Hoje em dia é possível colocar na aplicação Cardmobili os dados de cartões como o cartão do cidadão, a carta de condução e até mesmo os do cartão de saúde europeu, porém não substituem o cartão plástico. O mesmo não acontece com o cartão de eleitor. Há já quem tivesse usado o cartão digital de eleitor para exercer os seis deveres cívicos.
"Neste caso não há qualquer problema quanto a trocas de identidade, uma vez que o eleitor tem de apresentar sempre o seu cartão do cidadão ou passaporte para votar", esclarece Helena Leite.
Mas o trabalho de todos os profissionais da Cardmobili é assegurar que não existam falhas de segurança. E numa altura em que estudam o alargamento da tecnologia aos cartões bancários, oferecem já muitas garantias aos portugueses.
"As pessoas podem colocar um PIN na aplicação que funciona como se fosse código de segurança da carteira. No fundo, o mecanismo é o mesmo do dos cartões só não têm formato físico", diz Helena Leite, sublinhando que é tão fácil piratear um cartão que está no telemóvel como um cartão de plástico.
Os cartões de desconto e os cupões foram apenas o início desta revolução. "Não poderíamos começar logo a desenvolver tecnologia que permitisse colocar cartões oficiais e de pagamento. Primeiro tínhamos de testar a carteira digital e mostrar a sua segurança", continuou a responsável.
Foi deste modo que, em 2008, a Cardmobili decidiu apostar nos cartões que possuem apenas um número ou um código de barras. O cartão de eleitor, como tem apenas um número, foi o único cartão oficial abrangido e que pôde ser utilizado já nas últimas eleições.
A primeira vez que Helena Leite foi ao cinema e mostrou o código de barras no ecrã do telemovel, provocou algum espanto. O empregado perguntou-lhe: posso passar o scanner, não vou estragar o seu telemóvel?" Mas hoje é tudo muito natural, porque as pessoas já se habituaram.
Os próximos anos ficarão marcados pela evolução para os cartões de pagamento. Para isso, os telemóveis terão de possuir o sistema NFC - ainda não disponível nos iPhones 4, nem nos Blackberry mais antigos - que permite a troca de informações apenas com a aproximação do aparelho a um terminal de pagamento. Para tal é também necessário que seja criada uma rede nacional de terminais que permitam estes pagamentos, ou seja, com leitor de NFC. Além de poder pagar as suas compras, como quem passa o bilhete do metro no terminal, nunca mais perderá os seus cartões. Ficam todos guardados no satélite e só acessíveis a quem tiver o seu código secreto.
cum caraças
li mal pensei que era um telemovel ...
há 492 dias, 13 horas e 3 minutos
Gyver
O quê? "Ficam todos guardados ...
há 492 dias, 16 horas e 36 minutos
Luís Marques
Os pagamentos podem ser feitos ...
há 492 dias, 17 horas e 59 minutos
Ricardo Moura
Realmente é uma muito boa aplicação. ...
há 492 dias, 23 horas e 43 minutos
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