Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


JANEIRO: MÊS DA INOVAÇÃO

Esperança para doentes de leucemia espera investidores

por Sónia Simões  

David, Daniela e Francisco, três dos sócios
David, Daniela e Francisco, três dos sócios

Empresa do ramo da biotecnologia pretende lançar no mercado uma terapia celular que soluciona a rejeição de transplantes. Falta o financiamento.

Ainda é uma start-up à procura de investidores, mas, por trás, tem quatro sócios com uma investigação certificada na área e um plano de negócios promissor: introduzir no mercado uma terapia celular já testada em doentes de leucemia - uma esperança na não rejeição do transplante de medula.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística são claros: em 2009 morreram 782 doentes de leucemia, uma média de 65 por mês. Conscientes da gravidade da doença, dois dos quatro investigadores que agora constituem a Cell2B estavam em doutoramento pelo MIT Portugal quando, em 2007, responderam ao desafio de experimentar esta terapia celular.

Os sete testados tinham contraído a doença do "enxerto contra o hospedeiro" depois de um transplante de medula óssea. "Pode ocorrer após transplante a cerca de 50% das pessoas, porque há rejeição do sistema imunitário do dador que é transplantado com as células - atacando uma grande amplitude de órgãos", explica Francisco dos Santos. Em caso de rejeição, o tratamento é feito com esteroides, mas "doentes com graus três e quatro não são curáveis". Esta terapia permite "modelar o sistema imunitário de modo a que ele deixe de atacar o corpo do paciente". Dos sete testados, só um faleceu de ataque cardíaco (em nada relacionado com a doença ou a terapia). "Alguns pacientes passaram a graus um e dois, podendo depois ser tratados com esteroides."

Francisco dos Santos e Pedro Andrade foram influenciados pelo colega de laboratório, David Braga, a não deixar morrer o projeto. Os três já se conheciam quando estudavam Engenharia Biológica, mas faltava-lhes alguém mais entendido no ramo empresarial. "Pediram-me um plano de negócios para apresentar numa competição do MIT", recorda Daniela Couto, licenciada em Engenharia Biomédica pela Universidade do Minho. O plano, apresentado em 2010, chegou às finais, mas não ganhou. Ninguém desistiu. "O projeto empresarial nasce porque para comercializar este produto é exigido um ensaio clínico", acrescenta David.

Se se provar que há um benefício, a European Medicins Agency (EMA) concede autorização de comercialização no espaço europeu e depois é possível pedir o equivalente nos Estados Unidos. Feitas as contas, a Cell2B procura alguém que invista oito milhões de euros no ensaio. "Em troca vendemos uma percentagem da empresa. Quando esta tiver receitas ou for vendida, o valor é dividido pelos acionistas", explica Daniela, apesar de aberta a outras possibilidades de financiamento.


Ler Artigo Completo(Pág.1/2) Página seguinte
Patrocínio
 
9773Visualizações
28Impressões
9Comentários
15Envios
Ferramentas

Enviar por EmailEnviar por EmailPartilharPartilhar
ImprimirImprimir
Aumentar TextoAumentar TextoDiminuir TextoDiminuir Texto

FERRAMENTAS
 
  • Enviar por EmailEnviar
  • PartilharPartilhar
  • ImprimirImprimir
  • Comentar este ArtigoComentar este Artigo
  • Aumentar TextoAumentar Texto
  • Diminuir TextoDiminuir Texto
 
PARTILHAR NOTíCIA
 
Comentar

Se tem conta, faça Login

Email

Password




PUB
PEPE Jornadas Empreendedorismo Turismo - DN Destaque

Especiais

Recuar
Avançar




PUBLICIDADE

sondagem

Inquérito DN

Tensão do Ocidente com a Rússia pode favorecer a Base das Lajes?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados



DN

Epaper

Epaper