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Crise na Zona Euro

Merkel e Barroso jantaram a sós para discutir o euro

por Lusa  

Merkel e Barroso jantaram a sós para discutir o euro
Fotografia © Yves Herman - Reuters

A chanceler alemã e o presidente da Comissão Europeia "falaram sobre a situação do euro", num jantar informal na terça-feira à noite, no Palácio de Meseberg, a norte de Berlim, disse o porta-voz do Governo alemão.

Segundo Steffen Seibert, temas centrais do encontro entre Angela Merkel e José Manuel Durão Barroso foram "a necessidade de reduzir as dívidas públicas, a reforma do Pacto de Estabilidade e Crescimento e as medidas para melhorar a competitividade na União Europeia".

Na reunião, a que os jornalistas não tiveram acesso, e após a qual Merkel e Barroso não fizeram declarações, foi também debatida a política energética dos 27 países membros, tema do Conselho Europeua a realizar no princípio de Fevereiro, em Bruxelas. Além disso, acrescentou Seibert, a chanceler alemã e o presidente da Comissão Europeia concordaram que a coordenação económica na zona euro deve assumir "uma importância cada vez maior".

O breve comunicado do porta-voz do executivo alemão não faz referência à recente controvérsia entre Bruxelas e Berlim quanto à eventualidade de aumentar as verbas do fundo de resgate europeu, proposta que Barroso tem defendido com insistência. O Governo alemão, porém, rejeitou a ideia, alegando que, até agora, foram utilizadas pouco mais de 10% das garantias de 750 mil milhões de euros do fundo, para ajudar a Irlanda com um pacote de 85 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, admitiu, porém, que as garantias do fundo que são da responsabilidade dos países da zona euro podem ter que ser reforçadas, para atingir o valor previsto de 440 mil milhões de euros. O valor restante é garantido pela União Europeia (60 mil milhões de euros) e pelo Fundo Monetário Internacional (250 mil milhões de euros).

Schaeuble apelou, simultaneamente, a maior descrição neste debate, defendendo que é necessária, de qualquer forma, "uma solução mais abrangente", que vá além do aumento do fundo de resgate, para garantir a estabilidade da moeda única e resolver o problema da dívida soberana de alguns estados, nomeadamente Portugal.


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