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Empresa alentejana fabrica a iluminação do futuro

por LUÍS MANETA  

Empresa alentejana fabrica a iluminação do futuro

Apesar da crise, ou por causa dela, a Arquiled, empresa líder na produção de iluminação LED, prevê duplicar este ano a facturação, superando os seis milhões de euros em vendas. Trata-se de uma tecnologia que possibilita reduções entre 60% e 70% na factura energética, o que a torna particularmente "atractiva" num momento em que investidores e entidades públicas procuram "racionalizar custos".

"É uma tecnologia que está a ter uma grande procura para espaços com grande intensidade de utilização energética, como é o caso de espaços públicos, centros comerciais, hotéis ou hospitais", diz Rafael Santos, administrador da empresa. Em 2007, a facturação foi de 850 mil euros.

Para além do crescimento nas vendas, a Arquiled está a concluir a expansão da fábrica na zona industrial de Mora de 250 para 1200 metros quadrados, num investimento de 1,8 milhões de euros, criando mais 20 postos de trabalho. A nova unidade ficará dotada da mais avançada tecnologia em matéria de produção de electrónica e de dois laboratórios de pesquisa, investigação e análise. O objectivo é criar produtos "inovadores" que correspondam à procura do mercado.

Ao DN, Rafael Santos explica que as perspectivas "muito favoráveis" para 2010 resultam de uma "aposta que está a ser ganha" em matéria de exportações, que representarão cerca de 70% da produção. "Temos uma procura enorme a nível europeu, dos países árabes e até do Brasil. Isto apesar de a crise ter abrandado o ritmo de construção de novos empreendimentos."

Para além da iluminação propriamente dita, a tecnologia LED [iniciais da expressão inglesa Light Emitting Diode] pode ser utilizada em componentes electrónicas de automóveis, televisores ou calculadoras, por exemplo. A luz resulta de um efeito electrónico no semicondutor. O que, segundo o administrador da Arquiled, evita a produção de calor. "Em espaços com muitas horas de utilização há uma poupança energética assinalável e existem muito menos fontes de calor, logo há menos gasto energético em ar condicionado."


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